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Pessoas trans no mercado de trabalho e inclusão (de verdade)

 | by  Úrsula Ariel Souza da Silva | UX/UI designer | Ambev Tech

Photo by Lena Balk on Unsplash

 

Não é de hoje que vemos o quanto a comunidade trans, travesti e não-binária tem menos oportunidades quando comparada a outros recortes. Existem vários fatores que contribuem para que isso ocorra, mas nesse texto eu gostaria de comentar sobre os principais: preconceito e transfobia.

 

Não faz muito tempo que um desses casos ganhou os noticiários do Brasil. Uma menina trans foi agredida moralmente, psicologicamente e fisicamente em seu colégio pelos colegas de turma simplesmente por ser trans. Em seu depoimento, ela disse que jamais iria voltar à escola.

 

Seguindo nessa linha de raciocínio, logo entendemos algumas sequelas que esse tipo de atitude causa. Fica claro que a moça, em pleno auge de sua vida adolescente, sofreu um trauma que a acompanhará pelo resto da vida, assim como ocorre pra maioria de nós, trans, mesmo que pra algumas pessoas mais do que pra outras.

 

Se ela realmente optar por não voltar à escola, ela não terá acesso a estudos e capacitações. E se ela não tiver capacitação, ela não conseguirá pleitear uma boa vaga de trabalho no futuro. Já deu pra entender onde essa estrada vai chegar, não é?

 

É por isso que a oferta de programas de formação afirmativos, que são aqueles focados em recortes da sociedade que historicamente possuem menos oportunidades, são tão necessários para criar talentos começando do zero. Isso é inclusão real!

 

As empresas precisam entender que romper essas barreiras faz parte de seu papel social, e perceber as questões que estão ligadas a problemas estruturais para começar a reestruturar um caminho muito mais assertivo. Afinal, o que limita uma pessoa a ser um talento sem igual?

 

Algumas empresas têm acertado bem no alvo e perceberam essa grande barreira existente. Como resultado, criaram programas inclusivos de verdade, capacitando pessoas do absoluto zero e integrando-as ao time, quebrando barreiras. Como por exemplo a Ambev Tech, que criou o programa Start Tech.

 

Essa iniciativa visou contratar principalmente mulheres (cis e trans) e pessoas negras. Na inscrição, não haviam testes de nivelamento e conhecimentos específicos de áreas. O principal requisito foi “vontade de aprender”. Assim, o programa recebeu mais de 42 mil inscrições e já se tornou um case de sucesso.

 

O efeito positivo que isso causa (não apenas para a marca, mas para a sociedade) é imenso e gera resultados incríveis, promovendo a criação de ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos. Afinal, inclusão e diversidade são necessárias e devem ser feitas de forma correta, pensando a fundo nas razões que mantém pessoas à margem da sociedade. É preciso análise profunda no porquê certa situação ocorre, para assim criar soluções realmente efetivas.

 

Por fim, precisamos de união para lutar por todas as causas, de todas comunidades excluídas, pois da mesma forma que a discriminação e o preconceito afetam a vida de pessoas trans, travestis e não-binárias, outras comunidades tidas como “diferentes” pela sociedade também sofrem desse mal. Por aqui, seguimos nessa luta. Podemos contar com você?

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