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Você já se preparou para o futuro do trabalho?

 | by  Thaysa Janine Pabst Dickmann | People Experience Team Leader | Ambev Tech

Imagem: reprodução internet

 

Há muito tempo, o tema “Os processos burocráticos no futuro deixarão de ser feitos por pessoas” vem martelando na minha cabeça e me convidando a desenvolver novos insights para o futuro. Em um evento sobre Global Mobility que participei em São Paulo, um dos maiores players de expatriação do mercado trouxe este tema à tona e apresentou um vídeo da folha de pagamento da empresa sendo calculada no Reino Unido por um sistema automatizado.

 

Percebi que este futuro já estava acontecendo em boa parte do mundo e eu não queria estar fora. Eu queria (muito) fazer diferente, continuar aprendendo. Ter um propósito maior do que executar processos. Buscar uma melhor versão minha, do meu trabalho e do valor que eu posso entregar.

 

Há algum tempo eu era uma Especialista em folha de pagamento no CSC de uma multinacional, um processo bem burocrático. E eu queria ter um diferencial.

 

O que eu fiz? Migrei de área! Busquei desenvolvimento em outras áreas de Gente e Gestão, me desenvolvi em Talent Acquisition, Desenvolvimento Humano e Organizacional, Avaliação de Desempenho, Carreira e Remuneração, Treinamento e Desenvolvimento, People Analytics, Management 3.0, Gestão Ágil… aprendi muito!

 

O que me leva à pergunta: como está o seu plano de desenvolvimento individual neste momento? Já sabe para onde você quer ir na sua carreira? Até onde quer chegar? Quais formações, habilidades e conhecimentos precisa desenvolver para chegar lá? Qual o investimento necessário? O que é preciso para este investimento acontecer?

 

Sim, algumas vezes eu me esqueço de atualizar o meu plano, sou “engolida” pela rotina e processos do dia a dia. Mas logo volto e retomo as minhas ações de desenvolvimento. Trago novos planos. Eu sonho grande. Sei que sou a maior incentivadora, motivadora e financiadora da minha carreira. Saber o que eu quero é o primeiro passo para chegar lá!

 

E visando me preparar para novos desafios em Gente e Gestão, gosto de acompanhar o relatório sobre o futuro do trabalho do World Economic Forum (WEF), buscando referências, habilidades e competências que eu possa desenvolver, aprimorar, treinar e me manter atrativa para o mercado de trabalho atual e futuro:

 

De acordo com o relatório, “… Desenvolver e aprimorar habilidades humanas e capacidades através da educação, aprendizagem e trabalho significativos são os principais impulsionadores da economia, sucesso do bem-estar individual e coesão social. A mudança global para o futuro do trabalho é definida por um grupo cada vez maior de novas tecnologias, por novos setores e mercados, por sistemas econômicos globais que são mais interconectados do que em qualquer outro ponto da história, e por informações que viajam rápido e se espalham amplamente. No entanto, na última década de tecnologia o avanço também trouxe a iminente possibilidade de deslocamento em massa do trabalho, insustentável escassez de habilidades e uma reivindicação competitiva para a natureza única da inteligência humana agora desafiada pela inteligência artificial. A próxima década exige liderança com propósito para chegar a um futuro do trabalho que cumpra o potencial humano e cria uma prosperidade amplamente compartilhada”.

 

A única certeza que temos do futuro, é que nada será igual a antes. Então prepare-se para as mudanças, elas vão acontecer.

 

A pandemia nos trouxe muitas lições sobre as formas e as relações de trabalho. O trabalho remoto funciona, o híbrido também. Planejar e trabalhar de diferentes lugares, unindo o plano de carreira e o planejamento de vida que eu almejo para o futuro. O local não é o mais importante. A presença, entrega e a colaboração, sim.

 

A legislação e o direito do trabalho estão sendo pressionados a olhar com carinho para as mudanças que vem ocorrendo. Garantir a Lei, mas flexibilizando algumas regras, visando o bem-estar das pessoas.

 

O WEF também compartilhou a previsão de evolução do Mercado de Trabalho 2020–2025 algumas delas são:

 

1. Adoção Tecnológica

 

“Computação em nuvem, big data e e-commerce continuam sendo tendência conforme anos anteriores. Também houve um aumento significativo no interesse na criptografia, refletindo as novas vulnerabilidades de nossa era digital, e um aumento significativo no número de empresas que esperam adotar robôs e inteligência artificial”.

 

2. Empregos emergentes e em declínio

 

“…empregadores esperam que até 2025, funções cada vez mais redundantes diminuirão sendo 15,4% da força de trabalho para 9% (queda de 6,4%), e que as profissões emergentes crescerão de 7,8% para 13,5% (crescimento de 5,7%). Com base nestes números, estimamos que até 2025, 85 milhões de empregos podem ser deslocados por uma mudança na divisão do trabalho entre humanos e máquinas, enquanto 97 milhões podem surgir novas funções que são mais adaptadas para a nova divisão de trabalho entre os humanos, máquinas e algoritmos”.

 

Conforme o WEF, as 20 principais funções de trabalho que devem aumentar em todos os setores são:

 

1 Analistas e cientistas de dados

 

2 Especialistas em IA e aprendizado de máquina

 

3 Especialistas em Big Data

 

4 Especialistas em marketing digital e estratégia

 

5 Especialistas em automação de processos

 

6 Profissionais de desenvolvimento de negócios

 

7 Especialistas em transformação digital

 

8 Analistas de Segurança da Informação

 

9 Desenvolvedores de software e aplicativos

 

10 Especialistas em Internet das coisas

 

11 Gerentes de projeto

 

12 Gerentes de Administração e Serviços Comerciais

 

13 Profissionais de banco de dados e rede

 

14 Engenheiros de robótica

 

15 Consultores Estratégicos

 

16 Analistas de Gestão e Organização

 

17 Engenheiros FinTech

 

18 Mecânicos e reparadores de máquinas

 

19 Especialistas em desenvolvimento organizacional

 

20 Especialistas em gestão de risco.

 

Como disse Elon Musk para a revista Exame em 19/12/2021, “o que será necessário nesta sociedade futurista, será a interação humana. Se você está trabalhando em algo que envolve pessoas ou engenharia, provavelmente é um bom foco para o seu futuro”. Fonte: https://exame.com/pop/elon-musk-carreiras-empregos-do-futuro/

 

Seguindo nas previsões do WEF:

 

3. Impacto na igualdade

 

“…Os indivíduos e comunidades mais afetados pelas mudanças sem precedentes provocadas pela COVID-19 são provavelmente aqueles que já são mais desfavorecidos, vivendo em bairros com infraestrutura deficiente, que tem empregos precários e cuja renda não se equipara com um padrão de vida confortável, com cobertura de saúde ou economia”.

 

Esta previsão se estende também aos grupos de diversidade e minorias. Uma das grandes responsabilidades das empresas e lideranças é investir na inclusão e se preparar para o desenvolvimento de times diversos e colaborativos.

 

4. Habilidades emergentes e em declínio

 

“A capacidade das empresas globais de aproveitar o potencial de crescimento da nova adoção tecnológica é prejudicada pela escassez de habilidades. Gaps de competências no mercado de trabalho e incapacidade para atrair o talento certo estão entre as principais barreiras à adoção de novas tecnologias. Na ausência de talento pronto, empregadores pesquisados por meio da pesquisa Future of Jobs relatam que, em média, eles fornecem acesso a requalificação e qualificação para 62% de sua força de trabalho, e que até 2025 eles irão expandir essa provisão para mais de 11%. No entanto, o engajamento dos colaboradores nesses cursos está baixo, com apenas 42% dos colaboradores aproveitando as oportunidades de requalificação e qualificação oferecidas pelas empresas”.

 

E aqui faço uma pausa, pois preciso falar o que temos aqui na Ambev Tech

 

Somos a Administração de Pessoal de uma das Techs da maior Cervejaria do planeta. Gosto desta provocação para nos tirar da zona de conforto. E pergunto constantemente ao meu time de People Experience se eles estão preparados para o trabalho no futuro.

 

Mas como Cia, também entendemos que é nosso papel investir e acreditar em quem faz acontecer. O nosso #tamojunto é genuíno, faz parte da nossa cultura. Nós somos uma empresa de donos, temos a colaboração na veia. Praticamos a escuta ativa, conectando e entregando valor ao nosso ecossistema de clientes, consumidores e nossa gente. Trabalhamos com visão de longo prazo. Para isso, oportunizamos recursos e ferramentas que possam abrilhantar ainda mais a carreira das nossas pessoas, para que elas queiram permanecer conosco por muito tempo!

 

Além de uma plataforma repleta de cursos gratuitos, curadoria de conteúdo, trilhas de desenvolvimento específicas, auxílio educação, suporte de um time fantástico de Learning e convênios incríveis, nós fornecemos R$ 3.000,00 por ano para os nossos colaboradores investirem em sua formação continuada. Seja para certificações, cursos relacionados a sua área de atuação, treinamentos, workshops, palestras, aquisição de livros e muito mais!

 

Ah, e nas sextas-feiras à tarde temos o Self-Friday, um período livre justamente para investir tempo no nosso desenvolvimento profissional e cuidar da nossa saúde!

 

Pensando na saúde física e mental das nossas pessoas, também temos convênio com empresas incríveis focadas em saúde mental, como ZenKlub, Gympass, SESI, Caliandra, Gente 360 e Nutri in Company.

 

Mas concluindo a pesquisa do WEF:

 

“… A pergunta mais relevante para as empresas, governos e indivíduos não é até que ponto automação e aumento do trabalho humano afetará os números atuais de empregos, mas sob quais condições o mercado de trabalho global pode apoiar um novo equilíbrio na divisão de trabalho entre trabalhadores humanos, robôs e algoritmos. As disrupções tecnológicas que nas edições anteriores da pesquisa Futuro dos Empregos foram continuamente aceleradas e ampliadas ao lado da recessão COVID-19, conforme evidenciado pelas conclusões da pesquisa em 2020. Embora seja difícil estabelecer a longo prazo consequências da pandemia sobre a demanda por produtos e serviços em setores severamente afetados, apoiar os trabalhadores durante esta transição irá proteger um dos principais ativos de qualquer empresa e país — seu capital humano.” Fonte: https://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2020.pdf

 

Minha conclusão diante deste cenário, é que de fato o ser humano é o maior diferencial das organizações. Investir no desenvolvimento das lideranças, experiências que agreguem valor às pessoas e um propósito claro é essencial.

 

O colaborador também precisa estar atento às mudanças tecnológicas e habilidades que o mercado de trabalho está requerendo. São muitas mudanças e diferentes gerações atuando juntas.

 

Falando em gerações, também percebo a onda da “Geração de Stories e Tik Tok”, que veem o mundo acontecendo em 60 segundos. Isso me assusta, pois pode levar à ansiedade, baixa resistência à frustração e um imediatismo enorme nas pessoas se não houver disciplina e acompanhamento.

 

É preciso buscar uma jornada de Lifelong Learning para a vida. É preciso aprender, desaprender e reaprender sempre. Quem acredita já ter chegado ao fim da sua jornada de aprendizado, não aprendeu nada.

 

O essencial é simples. O diferencial está no cuidado com as pessoas, na experiência do atendimento, na visão solucionadora, no pensamento crítico, na colaboração, no co-criar, na colaboração e aprendizagem contínua.

 

Juntos, somos mais, muito mais.

 

A empresa também tem alma. São as pessoas que movem a cultura organizacional, a marca empregadora e a reputação.

 

E assim, seguimos trabalhando por um futuro com mais razões para brindar!

 

Este é o diferencial que eu quero levar para a vida e o legado que eu quero deixar.